30 Setembro de 2016
A exposição ENTRE MIL ÁGUAS – VIDA LITERÁRIA DE CASIMIRO DE BRITO, desenvolvida no âmbito do Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ), encerrará no próximo dia 30, sexta-feira, para transformar-se numa versão itinerante que divulgará a obra do escritor em escolas e bibliotecas da sua região natal. Este dia será assinalado com uma visita guiada e uma sessão de CONVERSAS ENTRE LIVROS, participada por Patrícia de Jesus Palma, comissária da exposição, e Ilídia Honorato Sério, autora de um dos títulos da colecção A PALAVRA, criada e dirigida por Casimiro de Brito nos anos 1960, na cidade de Faro.
Se ainda não visitou a exposição, não perca a oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a obra do Poeta Algarvio e sobre o ambiente intelectual vivido no Algarve nos marcantes anos 1960.
15 Setembro de 2016
EXPOSIÇÂO | ENTRE MIL ÁGUAS: A VIDA LITERÁRIA DE CASIMIRO DE BRITO | DESTAQUE DA SEMANA
Em 1957, Casimiro de Brito publicou o primeiro livro de poesia: poemas da solidão imperfeita.  No verso da folha de rosto anunciava três novas obras em preparação: a sinfonia renovada (poemas), raio de vida (contos algarvios) e o punhal clandestino (poemas). Entretanto, em 1958, publicou Sete Poemas Rebeldes e Carta a Pablo Picasso, dando conta de quatro novas obras «a publicar brevemente» e um conjunto de oito textos inéditos (Doc. 1). 

Doc. 1 
O desenvolvimento da sua obra mostrou que a prolífica actividade criativa anunciada não era mera manobra publicitária e sim o início de uma fecunda obra polifónica, construída diversa e simultaneamente durante os últimos 60 anos. Contudo, nem todos os títulos anunciados foram publicados e, pelo caminho, alguns desses projectos ficaram inéditos.
No destaque desta semana, apresentamos um excerto do inédito Diário nas Barcas do Sol, redigido entre 1960 e 1968. 
 
A 15 de Setembro de 1961, Casimiro escrevia:

Doc. 2 
Estes e outros documentos em exposição patente na Biblioteca da Fundação Manuel Viegas Guerreiro até 30 de Setembro.
A Comissária da Exposição,
Patrícia de Jesus Palma
 
 
 
 6 de Setembro de 2016
O FLIQ terminou? Nim. Cumpre-se longamente, sob novas e diversas formas, «tomando sempre novas qualidades», como diria Luís de Camões.
Durante o mês de Setembro, continuará a ter oportunidade de visitar a exposição «Entre Mil Águas: Vida Literária de Casimiro de Brito», que está patente na Biblioteca da Fundação Manuel Viegas Guerreiro.
A exposição apresenta uma selecção de textos impressos e manuscritos reveladores da diversidade e da qualidade da obra de Casimiro de Brito, que nos conduzem através da vasta tapeçaria literária que o Poeta tem construído ao longo de 60 anos.
Como destaque da semana, seleccionamos a carta enviada por José Maria da Piedade Barros, proprietário e editor do jornal A VOZ DE LOULÉ, opinando sobre o título e a ilustração de Prisma de Cristal, página literária criada e dirigida por Casimiro de Brito, entre 16 de Outubro de 1956 e 15 de Fevereiro de 1959.
 
DESTAQUE | Carta 

       

                                                                                        

 

 

 

 

 

 

 

 Doc. 1: BARROS, José Maria da Piedade - [Carta] 16/10/1956, Loulé a Casimiro de Brito. Dact. 2fls. Extracto.

 

 

 

 

 

 

 

 Doc. 2: Desenho a que se refere o autor da carta. A Voz de Loulé, n.º 2, 1/11/1956.